Sim, sim! Não, não!
Ontem, vi o Fantástico e passou uma reportagem (da série do Dráuzio Varela) sobre uma menina que se sente desprezada por ser gorda. Certa vez, ela entrou na sala de aula e ao se sentar, toda, toda, toda a sala se levantou. Lembrei que várias vezes presenciei bincadeiras como esta na sala de aula quando era uma menina. Lembrei-me tb da época que usei aquele aparelho para a coluna, do modo como as pessoas me olhavam e das perguntas idiotas que me faziam. Acho que nunca superei bem aquele tempo. Ter que responder se tinha quebrado o pescoço ou a coluna era o fim. Eu me pergunto se as pessoas não tem "desconfiômetro" ou bom-senso. Era óbvio que eu não havia quebrado nem a coluna e muito menos o pescoço. Aliás, alguém que quebra o pescoço sobrevive?! Acho que não. Cada olhar com ar de dó e pena dirigido a mim me matava, mas ao mesmo tempo me fez crescer. Sim, eu cresci no meio de toda aquela dor e daquela depressão (que nunca ninguém foi sensível o suficiente para perceber que eu entrei em depressão naquele momento). Hoje, eu olho para trás e penso que sem aquela sofrimento e aquela angústia, eu não seria metade do que sou. Foi naquele momento que eu defini o que queria da vida, que caminho seguiria e até hoje sou fiel às minhas decisões. Lógico, que adaptei algumas, pq não tenho planos fechados e acabados em si mesmos. São todos mutáveis porque nem tudo ocorre como planejamos. Infelizmente! A depressão foi embora do mesmo jeito que chegou: do nada. Não deixou seqüelas graves e não deixei que ela tomasse conta de minha vida. Escutei muitas brincadeiras grosseiras: olha, o robocop e coisas assim. A todas respondi do mesmo jeito: sorriso no rosto e a certeza de que amanhã, eu estaria curada. Além da certeza de que Deus me deu um presente: a possibilidade de não parar numa mesa de cirurgia, ou seja, de não correr o risco de algo dar errado e eu ficar paralítica. Tudo na vida tem um lado bom. Só precisamos enxergá-lo. Mas me dói ver e presenciar situações preconceituosas em relação ao diferente. Até porque se todos fossemos iguais, o mundo seria muito sem graça. O mundo precisa se adaptar a todas as pessoas que o habitam e nós precisamos aceitar o diferente.
Ontem, vi o Fantástico e passou uma reportagem (da série do Dráuzio Varela) sobre uma menina que se sente desprezada por ser gorda. Certa vez, ela entrou na sala de aula e ao se sentar, toda, toda, toda a sala se levantou. Lembrei que várias vezes presenciei bincadeiras como esta na sala de aula quando era uma menina. Lembrei-me tb da época que usei aquele aparelho para a coluna, do modo como as pessoas me olhavam e das perguntas idiotas que me faziam. Acho que nunca superei bem aquele tempo. Ter que responder se tinha quebrado o pescoço ou a coluna era o fim. Eu me pergunto se as pessoas não tem "desconfiômetro" ou bom-senso. Era óbvio que eu não havia quebrado nem a coluna e muito menos o pescoço. Aliás, alguém que quebra o pescoço sobrevive?! Acho que não. Cada olhar com ar de dó e pena dirigido a mim me matava, mas ao mesmo tempo me fez crescer. Sim, eu cresci no meio de toda aquela dor e daquela depressão (que nunca ninguém foi sensível o suficiente para perceber que eu entrei em depressão naquele momento). Hoje, eu olho para trás e penso que sem aquela sofrimento e aquela angústia, eu não seria metade do que sou. Foi naquele momento que eu defini o que queria da vida, que caminho seguiria e até hoje sou fiel às minhas decisões. Lógico, que adaptei algumas, pq não tenho planos fechados e acabados em si mesmos. São todos mutáveis porque nem tudo ocorre como planejamos. Infelizmente! A depressão foi embora do mesmo jeito que chegou: do nada. Não deixou seqüelas graves e não deixei que ela tomasse conta de minha vida. Escutei muitas brincadeiras grosseiras: olha, o robocop e coisas assim. A todas respondi do mesmo jeito: sorriso no rosto e a certeza de que amanhã, eu estaria curada. Além da certeza de que Deus me deu um presente: a possibilidade de não parar numa mesa de cirurgia, ou seja, de não correr o risco de algo dar errado e eu ficar paralítica. Tudo na vida tem um lado bom. Só precisamos enxergá-lo. Mas me dói ver e presenciar situações preconceituosas em relação ao diferente. Até porque se todos fossemos iguais, o mundo seria muito sem graça. O mundo precisa se adaptar a todas as pessoas que o habitam e nós precisamos aceitar o diferente.